
As longas avenidas rodeadas de árvores, as pontes, os candeeiros de ferro, os cafés com esplanadas aquecidas, os prédios nunca demasiado altos, a Torre Eiffel iluminada, os museus e os monumentos mais conhecidos do Mundo e os crepes de chocolate na rua. Isto é Paris, mas não só. Ao mesmo tempo que tudo lhe possa parecer familiar, a cidade está em constante renovação e crescimento, ainda que de forma regulada, associada sempre a um delicado bom senso, a que se pode chamar elegância. É isso. Elegância. Nenhuma outra palavra descreve melhor a aura de Paris, sendo essa elegância que apaixona qualquer visitante, em qualquer altura do ano.
Divididos pelos 20 arrondissements – uma espécie de freguesias numeradas que se desenvolvem desde o centro até aos limites da cidade, no sentido dos ponteiros do relógio – os vários bairros de Paris mantêm as suas características, que não envergonham a personalidade elitista dos parisienses. Nem os bares mais alternativos do Marais nem a rua mais imprópria para menores, de Pigalle, deixam de ser Paris. Por outro lado, o luxo das lojas do 8.º arrondissement e o Triângulo de Ouro, os museus concentrados nos arredores do Louvre e da Torre Eiffel, a vida estudantil do histórico Quartier Latin e o novo palpitar de tendências do canal de St. Martin ajudama compor a vida desta cidade, com estrutura de aldeia, onde se pode encontrar desde o mais antigo túmulo egípcio ao mais recente vestido de alta costura, de Valentino.
Cidade de revoluções várias e movimentos contracultura, é conhecida pelos turistas por ser a que tem o maior número de monumentos registados, entre os quais o maior museu do Mundo e a primeira torre de ferro parecida com um arranha-céus, e por ser berço de alguns dos pintores mais ilustres da história da arte, bem como palco de alguns filmes inesquecíveis. Paris continua a ser a Cidade da Luz (que ganhou o título por ser a primeira a ter iluminação pública nas ruas), cheia de brilho e glamour. É para ser visitada com dedicação e muito amor.
Muitas vezes carecidas de especial atenção pela maioria dos turistas, as duas pequenas ilhas do Sena, no centro de Paris, merecem uma visita com tempo. Na Île de la Cité, por onde passa a famosa Pont Neuf, que liga a praça do Hôtel de Ville a Saint Michel, fica o centro de Paris. Sim, o centro, a partir de onde são medidas todas as distâncias de França. Habitada desde os tempos dos gauleses e depois tomada pelos romanos, esta língua de terra no rio é, hoje, o local onde está a mítica Catedral de Notre Dame. Erguida a partir de 1145, é o símbolo do gótico francês, agraciado por diversas esculturas do fim do período românico e início do gótico, ao mesmo tempo que conserva o mais importante conjunto de vitrais medievais do Mundo. Para além de visitar o interior da catedral, uma das melhores formas de a admirar é mesmo... de barco. Pelo rio Sena, passam, serenamente, os famosos bateaux mouche, que fazem percursos de cerca de 70 minutos. A viagem é saborosa e vale bem a pena. Logo ao lado da Île de la Cité fica a castiça Île de St. Louis. onde se comem os melhores gelados de Paris, na histórica gelataria Berthillon. As ruelas desta ilha, repletas de lojas pitorescas, tornam-na num pequeno retiro muito apreciado pelos parisienses.
Dos vários bairros, há, pelo menos, três que não pode deixar de visitar: o Marais fica nos arrondissements 3 e 4 e é o centro da vida alternativa da cidade, com bares e restaurantes pautados por um carácter cosmopolita e moderno, ao mesmo estilo de imensas lojas de roupa vintage ou de decoração e design. Montmartre, logo atrás da Basílica de Sacre Coeur, nos arrondissements 9 e 18, é conhecido por ser o bairro dos pintores, frequentado por grandes nomes da pintura do Séc. XX, pleno de criatividade e de lojas de antiguidades. Aqui fica o popular café, onde, no filme, trabalhava a Amélie Poulain. Também em Montmartre fica a zona de Pigalle, onde se concentram os famosos cabarets da Belle Époque, como o Moulin Rouge e onde, ainda hoje, permanecem imensas salas de teatro burlesco e sex shops. Não deixe de espreitar também o Quartier Latin, que é o bairro universitário por excelência e zona ilustre e tipicamente literária de St. Germain.
Capital e berço da moda, Paris é uma cidade bonita, cheia de pessoas elegantes, com um sentido estético naturalmente apurado, que não as deixa sair de casa de qualquer forma. Isso não significa que os parisienses estejam sempre em compras. Pelo contrário, valorizam a qualidade em detrimento da quantidade. Cidade onde nasceu a moda, como é conhecida hoje, e mãe das grandes casas de alta costura, Paris mantém o título de uma das melhores cidades de compras do Mundo. De artigos de luxo sim, mas não só. O conhecido Triângulo de Ouro, formado pelas avenidas George V, Montaigne e Champs Elysées, é onde se concentram a maior parte das casas Chanel, Dior, Louis Vuitton, Lanvin, Prada e Hermès, bem como na avenida Saint Honoré e nas avenidas circundantes da Ópera Garnier, onde ficam, por exemplo, as galerias La Fayette. Se o orçamento é outro, permitase descobrir as lojas de criadores emergentes, vintage e outlets do Marais, da rua Étienne Marcel, rua da Alésia e Canal de St. Martin.
Por entre tanto por onde se apaixonar, não deixe de guardar umas horas (ou dias) para visitar alguns dos melhores e mais emblemáticos museus da cidade. Para o Louvre deve guardar, no mínimo, um dia inteiro. Deverá planear a visita com base nas obras que mais gostaria de ver, por entre as 35 mil que residem nestas largas galerias. Construído inicialmente como fortaleza e aumentado depois para ser a residência real, o maior museu do Mundo não para de crescer. De túmulos egípcios a estátuas gregas, passando pela famosa Mona Lisa, de Leonardo DaVinci, o Louvre tem tudo e agrada a todos. Bem diferente, mas não menos esplendoroso, é o Museu d’Orsay, que “habita” numa antiga estação de comboios de estilo art nouveau, construída pela ocasião da exposição mundial de 1900, à beira do Sena. A coleção, inundada de luz natural, é composta por grandes obras impressionistas, pós-impressionistas e de art nouveau, de nomes tão míticos como Monet, Giverny, Cézanne, Renoir, Degas, Pissarro ou Van Gogh. Por último, e num estilo ainda mais diferente, visite o Centro Nacional de Arte e Cultura George Pompidou, onde, para além da coleção permanente de arte contemporânea, poderá usufruir de uma generosa biblioteca, exposições temporárias, concertos, ciclos de cinema e várias iniciativas culturais que estão na vanguarda da arte na Europa. O edifício, por si só, é belíssimo e a visita vale a pena.
Comer e beber bem é próprio dos franceses e comer bem é fazê-lo com requinte, qualidade e apresentação. Talvez a única exceção a isso sejam os maravilhosos crepes quentes com chocolate, vendidos democraticamente em qualquer esquina, ou a famosa baguette, que segue viagem na mão de um parisiense a caminho de casa. Depois, vêm os coloridos macarrons, os croissants, os vinhos, como os de Champagne, o Bourgogne ou o Bordeaux e queijos roquefort ou camembert. Sabores elegantes, muito ao estilo francês, que fazem as delícias dos apreciadores gastronómicos de todo o Mundo.
Pavillon Louvre Rivoli, 1Arr.
Hotel Malte Opera, 2 Arr.
Hotel Paris Rivoli, 4 Arr.
Hotel Astoria Opera, 8 Arr.
Hotel Bradford Elysees, 8 Arr.
Hotel Le 123 Elysees, 8 Arr.
Hotel Lorette Opera, 9 Arr.
Hotel Acadia Opera, 9 Arr.
Hotel Bergere Opera, 9 Arr.
Hotel George Opera, 9 Arr.
Hotel Astra Opera, 9 Arr.
Mercure Paris Terminus Nord,
10 Arr.
Crowne Plaza Paris Republique, 11 Arr.
Kyriad Hotel Paris Bercy, 12 Arr.
Best Western Bercy Rive Gauche, 13 Arr.
Novotel Paris Tour Eiffel, 15 Arr.
Best Western Hotel Elysées Bassano, 16 Arr.
Hotel Campanile Paris, 19 Arr.
Mercure La Defense 5 Hotel,
La DefenseHotel Campanile Paris Est, Bagnolet
Le Cinq, 8 Arr
Le Relais d’Ile,
Ile St. Louis, 4 Arr
Little Breizh, 6 Arr
Les Papilles, 5 Arr.
Taillevent, 8 Arr
Le Meurice, 1 Arr
Chez Gabrielle, 17 Arr
Le Bistrot Lorette, 9 Arr
Paul Chene, 16 Arr
Chez Marie Louise, 10 Arr.
Kura, 16 Arr
Au Petit Sud Ouest, 7 Arr
Restaurant Mariette, 7 Arr
Le Dindon en Laisse, 4 Arr
L’Atelier du Parc, 15 Arr
Le Coin du Table, 10 Arr
Guy Savoy, 17 Arr
Le Petit Bourdelais, 7 Arr
Se tiver tempo e dois dias livres, perto de Paris, há, pelo menos, duas atrações que não deve perder: Versailles e Disneyland.
Património Mundial da Unesco, o Palácio, o Castelo e os Jardins de Versailles são os maiores símbolos da grandiosa monarquia francesa do Séc. XVIII. Foi a residência de várias cortes desde 1682 até à Revolução Francesa de 1789, tendo atingido o extremo do luxo e opulência nos reinados de Luís XIV, Luís XV e Luís XVI. Sedento por dispendiosas guerras e por aumentar o esplendor do seu palácio, Luís XIV esvaziou os cofres da monarquia na construção de Versailles, onde, anos mais tarde, viveu a famosa rainha Maria Antonieta, decapitada depois da Revolução juntamente com o marido, Luís XVI. Um local que surpreende pela grandiosidade e pelo cunho histórico.
Ideal para pequenos e graúdos, o parque temático da Disney oferece magia, diversão e momentos inesquecíveis. Aqui, pode conhecer pessoalmente todas as personagens Disney, viajar até à lua na Space Mountain, voar em cima do Dumbo ou perder-se no labirinto da Alice no País das Maravilhas. A Disneyland é promessa de um dia fabuloso para toda a família, com direito a variados souvenirs, presentes, doces e fotografias para mais tarde recordar.
Moeda
Euro
Idioma
Francês. Contra tudo o que normalmente é dito, os franceses têm vindo a tentar falar inglês com os turistas. Ainda assim, na maioria dos sítios, se não souber um pouco de francês, não vai conseguir comunicar. Se assim é, leve um minidicionário consigo.
Documentos
Os cidadãos da União Europeia não precisam de visto para permanências inferiores a 90 dias.
Fuso horário
UTC/GMT: + 1 hora
Voltagem
220 volts
O mais provável é apanhar dias com chuva (ou mesmo neve), já que esta ocorre em todos o meses do ano. As temperaturas são mais amenas na Primavera e no Verão, podendo chegar aos 25º C ou mais. No Inverno, as mínimas chegam a ser negativas, mas a média anual está entre os 5º e os 20º C.